Autor: Olimpio Adolfo

  • O que os jovens da Beira precisam das universidades para fomentar o empreendedorismo

    O que os jovens da Beira precisam das universidades para fomentar o empreendedorismo

    O QUE OS JOVENS DA CIDADE DA BEIRA PRECISAM DAS UNIVERSIDADES LOCAIS PARA FOMENTAR O EMPREENDEDORISMO ia incubadoras universitárias e experiências práticas obtidas em alguns cursos de licenciatura e mestrados, principalmente as faculdades ligadas aos cursos de economia e gestão, contabilidade, marketing e informática. Portanto, é facto que a implementação de ideias inovadoras dentro do meio académico está a ganhar mais destaque, embora ainda haja muito trabalho que se fazer no tocante ao empreendedorismo nas universidades a nível da cidade da Beira, especialmente pelo distanciamento que algumas Universidades tem praticado em relação ao mundo empresarial. Ora, numa altura em que o desemprego entre os jovens atingiu cerca de 35,6%, de acordo com dados da ONU, fornecer aos estudantes universitários plataformas para criarem ou melhorarem os seus negócios seria uma alternativa viável a problemática do desemprego. O facto de estas Universidades fecharem as portas a iniciativas que têm como objectivo estimular o empreendedorismo no meio académico e criar redes de negócios, entre grandes empresários, empreendedores e estudantes, deixa muitos jovens empreendedores sem entusiasmo para fomentar o empreendedorismo. Utilizar exemplos de empresas reais ou pedir a realização de estudo de caso aos estudantes pode ser um bom método de ensinar os princípios básicos do empreendedorismo aos universitários. Pois ao estudar o passado e o presente de uma determinada empresa, o estudante passa a conhecer não só a história de sucesso mas também as ocasionais dificuldades operacionais enfrentadas. N uma época em que as universidades têm apostado cada vez mais no empreendedorismo, desde programas dedicados apenas ao empreendedorismo, Artigo de opinião

    Adicionalmente, o estudante passa a conhecer a forma de pensar de um gestor ao analisar situações empresariais, avaliar alternativas no processo de decisão, escolher uma solução e observar o progresso ao longo do tempo. Por isso, a maior parte das faculdades de economia e gestão pelo mundo firmam parcerias com grandes empresas. Infelizmente, o mesmo não se pode dizer das nossas universidades na cidade da Beira. Hipoteticamente, se nos dias de hoje as universidades fecham as portas para pequenas iniciativas, o fazem porque são apresentadas por empreendedores jovens e inexperientes. Com isso, só queremos sugerir às universidades locais em particular a Faculdade de Economia e Gestão (FEG) da Universidade Católica de Moçambique (UCM), que optem por programas que possam beneficiar tanto as empresas como as universidades: onde um empreendedor de sucesso e/ou fundador de uma Startup possa formar uma equipa de mentores e oradores para as universidades que solicitarem. Desta forma, é oferecida a visão do verdadeiro mundo do empreendedorismo e de negócios aos estudantes que queiram criar o seu próprio emprego. Apelar também que outros empresários do mundo dos negócios sejam convidados em conferências, socialtalks, roda de conversa académica, redes de negócios, e palestras sobre o empreendedorismo ou sobre a implementação de uma ideia inovadora no mercado, pois a medida pode também trazer bons resultados para os estudantes e fomentar mais o empreendedorismo. Um jovem com potencial e visão estratégica no negócio ou seja um empreendedor em série, sonhador e cheio de garra para vencer desafios. Um construtor de oportunidades (empregos) através do foco em solucionar os problemas da sociedade. Criativo e sempre com vontade de fazer diferente, empenhado e sem medo de arriscar. Por:DavidFranco

    Publicado originalmente na edição Negócios no Chiveve – Maio 2018. Consultar a revista completa em PDF.

  • Analisando o crescimento económico na cidade da Beira

    Analisando o crescimento económico na cidade da Beira

    DESTAQUE O CRESCIMENTO ECONÓMICO ANALISANDO NA CIDADE DA BEIRA Com Prof. Dr. Luís Quepe

    Entender os condicionantes do crescimento econômico de um país, ou mesmo de uma região específica, é algo que intriga os economistas há muito tempo. E para apresentar uma análise, a mais exaustiva possível, da situação económica da cidade da Beira, a equipe do Beira Connect teve a oportunidade de conversar com o PhD. Luís Quepe, docente de economia na Universidade Católica de Moçambique. Na sua análise, ao olhar para a economia local nos dias de hoje, fazendo uma comparação com a economia concebida outrora, é fundamental fazer antes um rescaldo daquilo que é a cidade da Beira sob ponto de vista geográfico, pois ao norte da cidade da Beira temos a cidade do Dondo, ao sul o oceano Índico, a este cidade do Dondo e Oceano Indico, e a Oeste a Vila do Búzi. Então esta é que é a realidade da cidade da Beira geograficamente, é uma cidade que tem cerca de 65000 habitantes, onde 53% são mulheres e 47% são homens. A maioria da população vive em casas de pau picado, coberto de chapas de zinco, bens duráveis que elas possuem, são necessariamente um rádio e um televisor. Olhando para esse cenário podemos começar a imaginar como encontra-se a nossa economia local, porque uma parte considerável da população considera um Radio e um Televisor um bem durável, e elas vivem pela utilização do precioso líquido, a água canalizada fora da rede. E também podemos olhar o Porto da Beira como a origem principal da cidade da Beira, Porto esse que devia ser um fator dinamizador de suporte do crescimento econômico local. Porque se analisarmos as diretrizes da economia atual, é fundamental chamar um conceito preponderante que é o custo de vida das famílias, pois actualmente se assiste um cenário em que o custo de vida das famílias tem tendências de agravar-se cada vez mais, porque assiste-se anualmente ou mesmo diariamente, a uma subida generalizada do nível dos preços, a dita inflação, e isso cria um desconforto muito grande no seio das famílias, assumindo que seus rendimentos são constantes. E também podemos olhar para um indicador muito fundamental do ponto de vista daquilo que é a incidência das famílias face ao globo, do ponto de vista daquilo que é a perceção. Nota-se que a inflação média em Moçambique ou na cidade da Beira particularmente ronda aos cerca de 24%, comparando com a média global que é de 3%, ou com a Africa do Sul que apresenta uma taxa de 6%. Olhando para esta perspetiva, vemos agora que é um fosso grande do ponto de vista de cobertura do estilo de vida das famílias. Também podemos analisar um outro indicador de referência, que é a taxa de câmbio. Nós vamos assistir a uma depreciação acentuada do metical face ao dólar, e isto de alguma forma vai fazer com que o cenário do ponto de vista da competitividade desta cidade e as outras cidades ou países podemos dizer, podem piorar cada vez mais. Há uma referência muito gritante em que $1 está aproximadamente para 60.00MT e R1 para 5 meticais nos primeiros trimestres de 2018, segundo os boletins do Banco de Moçambique. Isto vai fazer com que nos indicadores provavelmente não faltem sinais positivos para aquilo que são as dinâmicas do crescimento económico na cidade da Beira. Um outro ponto muito importante que vai exactamente desempenhar um papel fundamental para o crescimento económico na

    cidade da Beira é a questão das taxas de juros, porque é exactamente aquilo que é a contrapartida da utilização de capitais alheios. E a indicação mais abrangente na cidade da Beira, é que as taxas de juros rondam da relação entre os bancos comerciais, isto é, acima de 21%, demonstrando assim que os investimentos tendem a reduzir face ao elevado custo de obtenção de capital. Adicionalmente, as incertezas criadas pelas sinalizações do ambiente interno retraíram a captação de recursos financeiros, influenciando negativamente a implementação de projectos de investimentos. Portanto, são estes pontos que eu podia avançar para analisarmos o cenário do crescimento económico local. Pois para sabermos se a nossa economia local cresceu devemos olhar para todos esses elementos numa perspectiva macro. E também o efeito, a imagem, o sinal que capta essas variáveis também são reflectidas para a cidade da Beira. Então, é fundamental sim, mas também há que olhar a uma tendência sob ponto de vista de expansão, que é visível a construção de novas infraestruturas, estamos a falar da extensão de alguns bairros, que de facto é visível. Mas isso não espelha exactamente aquilo que é concretização do crescimento económico. Ora vejamos, falamos da deterioração da estrutura do custo de vida das famílias, dos sinais macroeconómicos na perspectiva de taxas de juros, taxa de câmbio, etc. podemos afirmar que a economia da cidade da Beira tende a registar um decréscimo. Porquê não podíamos ser pragmáticos em assumir que a economia na Beira não está a crescer, há esses indicadores que provam isto concretamente quando fizemos aqui menção das infraestruturas que estão a crescer, mas é fundamental olhar para este crescimento em relação a população e aos benefícios destas infraestruturas para a população. Porém, olhando para este cenário da economia “crescente decrescente” ainda é possível sonhar com uma economia local mais desenvolvida e estável. Porque a Beira como outras economias, outras cidades, outras vilas e distritos, também tem meios para crescer, mas dependemos de vários factores. Um deles é o Porto da Beira que deve desempenhar um papel fundamental na economia local, pois este é a razão da existência da cidade da Beira. Então, é possível olhar para o Porto da Beira como factor dinamizador para o crescimento económico na cidade da Beira? Em que perspectiva? Temos a questão da responsabilidade social que este mesmo Porto devia assumir, pelas empresas que la operam. Se nós pautarmos pelo modelo da responsabilidade social, isto pode criar maisvalia do ponto de vista do choque em diversos agregados económicos, para darmos suporte ao crescimento económico a nível da Cidade da Beira, porque a estrutura económica da cidade da Beira é exactamente composta na sua maioria por dois sectores, nomeadamente, sector secundário e sector terciário, falo concretamente do sector industrial e do sector de serviços e outras realidades. E para analisar o empenho desses sectores na contribuição para o crescimento económico da Beira e da nação, é preciso voltar um pouco a história. O passado nos ajuda a conhecer o presente e de seguida o presente faz-nos perspectivar o futuro. O sector empresarial a nível da Cidade da Beira é incipiente e em processo de formação. Quer dizer, não temos um sector formal já consolidado na cidade da Beira, porque este sector apresenta

    uma combinação fraca de capital e a sua mãode-obra do ponto de vista de especialidade é fraca. A ausência de parcerias para reduzir custos e aumento dos seus capitais sociais, e ao mesmo tempo uma fraca fonte de recursos e alternativas ao financiamento. Então se olhamos para estes factores, fica claro que ainda precisamos de um sector empresarial robusto, consolidado e com perspectivas de melhoramento, assumindo aquilo que são os papéis fundamentais para o crescimento económico e social a nível da Cidade da Beira. Também devemos procurar mecanismos para inverter este quadro dos problemas aqui levantados. Numa perspectiva, é fundamental que o governo, estado desempenhe um papel fundamental no que tange as orientações de oportunidades, de incentivos e até mesmo de dinamismo, porque o sector de negócios é um sector que está em constante formação e precisa de capital inicial, é um sector que apresenta os problemas questionados que precisam de um incentivo do ponto de vista do estado, para estimular os autores que são parte fundamental ou força motriz para o desenvolvimento económico e social a nível da Cidade da Beira. Porque o estado tem que facilitar ou estimular o licenciamento de fontes de financiamento das PME’s e criar mecanismos para dar suporte a estrutura de financiamento mais adequada para o benefício das empresas. Referenciamos os sectores empresariais na perspectiva de PME’s porque grande parte das empresas ou da estrutura empresarial que congrega a Cidade da Beira, pertence a esta estrutura. Me arrisco inclusive em chamar as estatísticas que segundo o INE, 84% das empresas licenciadas na Beira pertencem as PME’s, então faz todo sentido colocar este desafio. Um facto que podemos verificar na estrutura dessas empresas, é que passam 10, 20 ou mais anos, e algumas PME’s continuam ainda PME’s. A questão que não quer calar é, quando é que essas empresas passarão para grandes empresas do ponto de vista de alcance? Então este é um papel fundamental em que o governo deve participar e apoiar este sector, porque este sector é fonte de captação de receitas a partir de impostos, taxas, etc. portanto o estado tem de criar políticas para criar mecanismos de alargamento das PME’s pois ao mesmo tempo o estado ganharia com as suas receitas, reduzindo assim o seu défice orçamental. Olhando para os impostos e taxas, estes constituem uma captação que as entidades públicas fazem sobre as entidades privadas. Os impostos e as taxas podem levar a perda de investimentos e consequentemente travar o crescimento económico. Nessa perspectiva, provavelmente isso poderá criar desestruturação do ponto de vista daquilo que é a consolidação do nível de desempenho das empresas. 20

    Ora, verifica-se um grande impacto das novas taxas de arrumadores de navio na cidade da Beira recentemente aprovadas, isso cria de certa forma uma desestruturação a nível das empresas. E observamos que muitas vezes os responsáveis por tomar decisões o fazem com base em expectativas, e muitas vezes tais expectativas falham. No impacto do inesperado, isso causa retracção ou perda de investimento no que tange o crescimento económico e social a nível da Cidade da Beira. Uma outra questão que poderíamos fazer menção é que recentemente aprovou-se um decreto em 2016, que aponta para a rectificação da taxa aduaneira. Imaginemos que as empresas já planearam o seu ciclo de actuação económica, tudo numa perspectiva de um período bastante ajustado, 1 ou 2 anos, e de repente é estabelecida uma nova pauta aduaneira que vem contrastar essa planificação, isso pode criar obviamente um desequilíbrio na orientação do ponto de vista de vocação empresarial. Essa forma de operar leva-nos a um conceito muito clássico da economia, como o mercado de limão, marketing, selecções adversas e problemas das assimetrias das informações. Uma alternativa clara para amenizar as problemáticas do ponto de vista económico, é criar mecanismos de sinalização. Mercado de sinalização como chamamos em economia, é aquele que nos orienta sobre os prováveis espaços que os diferentes playerstanto do sector público como do sector privado, das diferentes acções que estes poderiam tomar dos prováveis constrangimentos que se aproximam. E por fim vale a pena lembrar que é preciso dinamizar as empresas locais. Porque São elas o factor dinamizador do crescimento económico. Essa foi uma análise sobre o crescimento económico na cidade da Beira e ficou o essencial sob o questionamento, precisamos trabalharmaisdoquejátrabalhamos? Na realidade, para que a nossa economia local cresça e todos saiam ganhando, o caminho é descobrir maneiras de aumentar cada vez mais a produtividade – e não a produção. Por:EquipeBeiraConnect

    Publicado originalmente na edição Negócios no Chiveve – Maio 2018. Consultar a revista completa em PDF.

  • Feliciano Januário: tecnologia e empreendedorismo na Beira

    Feliciano Januário: tecnologia e empreendedorismo na Beira

    EMPREENDEDOR DO MÊS NA CIDADE DA BEIRA A cada dia surgem novos empreendedores, novas empresas e novas iniciativas que causam grande impacto no mercado local. Para esta edição o Beira Connect teve o prazer de conversar com o gestor da FELUJA uma PME que vem se destacando no dia-a-dia do mundo de negócios na cidade da Beira. Acompanhe a seguir os contornos desta rica conversa. R[Resposta]: Feleciano Luís Januário é um engenheiro informático de profissão, empreendedor e visionário, de 25 anos de idade, nasceu e foi escolarizado na Beira, cidade capital da província de Sofala, em Moçambique – África, local onde vive até os dias de hoje com a sua família que lhe viu crescer. Conheça a jornada empreendedora do nosso empreendedor do mês na cidade da Beira. FelecianoJanuário FOCO Bc[BeiraConnect]: Quem é Feleciano Januário e o que faz?

    Fundador da FELUJA, empresa que oferece soluções a nível das TIC’s ao mercado Moçambicano, através de projetos sustentáveis desenvolvidos na empresa, com um impacto positivo na sociedade. Delegado da Associação Nacional de Jovens Empresários de Moçambique (ANJE) para província de Sofala, co-fundador do programa Conexão Empreendedor e membro da comissão Zona da iniciativa HUB LINK. BC: O que lhe motivou a ser empreendedor? R:A motivação surgiu pela necessidade de querer tornar sustentável os projectos que surgiram a partir das pesquisas feitas. BC: O que é ser um empreendedor para si? R: Acredito que ser empreendedor é um estilo de vida que alguém pode adoptar ou um perfil pelo qual a pessoa pode se mergulhar, para trazer criatividade e ou inovação em um mercado não muito explorado pelo modelo de negócio adoptado, quer seja implementado dentro de uma organização (por colaboradores) ou fora (por agentes externos a corporação). BC: Fale-nos da FELUJA? R: FELUJA é uma marcar reservada da FELUJA, EI que é uma empresa de direito Moçambicano, constituída após dois anos de estudo e observação exaustiva da realidade em concordância com o comportamento dos dados estatísticos. Na FELUJA nós desenvolvemos soluções a nível de software para organizações e ou instituições com impacto social. Em 2016 a FELUJA colocou no mercado um dos seus serviços (FELUJA SDF) associado a plataforma web (sdf.feluja.co.mz) para garantir a segurança dos documentos físicos e em especial os Certificados, este serviço é uma mais-valia para as organizações que emitem certificados tornando-as inovadoras e com um potencial de competitividade muito elevado pelo serviço de excelência oferecido. Nós acreditamos que o serviço FELUJA SDF traz um olhar diferente para Protecção de Certificados através da solução implementada neste serviço a nível das TIC’s. Em 2018 a FELUJA colocou no mercado outro serviço (FELUJA SMS) associado a plataforma web (grilo.feluja.co.mz), para agendar o envio de torpedos por SMS. Três áreas estratégicas de atuação foram desenhadas para FELUJA, que são informática (soluções a nível das TIC’s), eventos (aluguer de equipamentos), publicidade (anúncios). BC:O que faz a FELUJA uma empresa diferente? R: Estamos na Beira como qualquer outra empresa, porem acreditamos que podemos fazer mais do que fornecer produtos e serviços ao mercado, por este motivo temos apoiado diversas iniciativas locais com impacto na sociedade local, assim como algumas comunidades de desenvolvimento

    É MITO DIZER QUE SEM UM CAPITAL INICIAL, NÃO TEM COMO SER EMPREENDEDO R NA CIDADE DA BEIRA. de softwares. Aprendemos diariamente com os resultados obtidos pelas experiências dos nossos Stakeholders e Clientes, e no uso dos nossos produtos e serviços. Isto permite-nos melhorar nossos processos, atendimento ao cliente e solucionar insatisfação atempadamente. BC: Como é que consegue conquistar novos clientes? R:Conseguimos angariar novos clientes através das recomendações e estratégias de marketing. Em estratégias de marketing citarei alguns dos exemplos de implementação: Meios de Comunicação digital (Facebook, Instagram, Google Maps, Google Plus, Google Search, Whatsapp, LinkedIn, Websites, Blogue, Email e SMS Marketing, etc); Participação em eventos Tecnológicos e ou de Empreendedorismo (Feiras, Workshops, Business Networking, Conferências, etc); FELICIANO JANUÁRIO

    BC: Como encara a concorrência? R: Encaramos a concorrência como um meio para aprendermos diferentes abordagens de entrega de produtos ou serviços e a forma como estes se apresentam ao consumidor final. Procuramos proporcionar às organizações uma óptima experiência dos nossos produtos e serviços de um modo competitivo para os padrões do mercado. BC: Na sua opinião, quais acha que são os desafios do empreendedor na Cidade da Beira? R: Acredito que um dos maiores desafios do empreendedor na Cidade da Beira, está na estratégia de implementação do seu negócio. Na minha opinião, é mito dizer que sem capital inicial não é possível ser empreendedor na Cidade da Beira. BC: Quais são os maiores desafios que a sua empresa enfrenta no seu dia-a-dia? R:Sim, vale a pena ser empreendedor na Cidade da Beira, acredito que haja muita escassez de criatividade, atitude e espírito de ousadia nos jovens empreendedores, especialmente por estarmos numa cidade onde as políticas macroeconómicas são favoráveis para um empreendedor poder criar, inovar e desfrutar-se em mercados ainda pouco explorados. R:Primeiro, aprender com o estudo e a experiência; segundo, honestidade e responsabilidade. BC: Será que vale a pena ser empreendedor na Cidade da Beira? R:Acreditamos que a migração digital é inevitável, temos trabalhado arduamente na consciencialização dos nossos clientes e stakeholders para aderirem ao mundo digital, sobre a importância de soluções tecnológicas que reduzem tempo nos processos com visão heurística que contribuem para um desenvolvimento exponencial da organização e as tornem mais competitivos. Não obstante, temos mais desafios por encarar dia-a-dia, porque a cada nova solução tecnológica introduzida no mercado por nossa equipe, há uma necessidade diária em alterar a consciência dos usuários fazendo com que eles não resistam as mudanças que as novas soluções tecnológicas apresentam. BC: Qual é a chave do sucesso pra si? BC: Quais são os planos da sua empresa para o futuro? R: Ser uma empresa de referência na qualidade e eficiência dos serviços implementados a nível nacional, líder na segurança dos documentos físicos e na protecção dos certificados das organizações ou instituições. BC: Que conselho tem para os empreendedores na Cidade da Beira? R:Aconselho aos jovens e aos futuros empreendedores, a acreditarem em Deus, nos seus negócios, e a terem fé que tudo que sonham é possível realizar, desde que seja viável a sua implementação.

    R:Agradeço a Deus por estar comigo nos bons e maus momentos, me encorajando e direcionando em tudo que tenho feito. Agradeço a minha família em particular, aos meus amigos, colaboradores, parceiros e clientes no geral por depositarem a sua confiança e por acreditarem como eu acredito, num Moçambique melhor e livre de falsificadores de Certificados. Por fim, agradeço também ao Beira Connect pela entrevista maravilhosa que me fez voltar ao passado e enxergar a longa trajetória percorrida pela FELUJA. BC: Últimas Palavras. Assim foi mais uma conversa com o empreendedor do mês, o Feliciano Januário, e desejamos-lhe muito sucesso e que consiga atingir seus objectivos e realizar seus sonhos. FELICIANOJANUÁRIO Por:EquipeBeiraConnect

    Publicado originalmente na edição Negócios no Chiveve – Maio 2018. Consultar a revista completa em PDF.

  • Liderança no feminino reúne mulheres na cidade da Beira

    Liderança no feminino reúne mulheres na cidade da Beira

    LIDERANÇA NO FEMININO “Dependesódevocêbuscarnovoscaminhoseseabrirparanovaspossibilidades” A ATITTUDE ORGANIZA “LIDERANÇA NO FEMININO” EM PARCERIA COM A CORNELDER DE MOÇAMBIQUE NA CIDADE DA BEIRA Pensando nisso, a ATITTUDE em parceria com a Cornelder de Moçambique, organizou um Workshop totalmente voltado para o público feminino a fim de resgatar sua essência e despertar a liderança deste género. O evento que se realizou no dia 12 de Abril de 2018 no JD’Sousa Business Center na cidade da Beira, veio proporcionar a ascensão de mulheres à liderança, como referiu a Marlene de Sousa CEO da ATITTUDE: “pretendemos conquistar a mudança de atitude nas mulheres perante a sociedade, os desafios que elas enfrentam e identificação de novas oportunidades. Pensamos que a melhor forma de superação é ouvindo histórias de mulheres que tiveram sucesso na primeira pessoa …”. As participantes desenvolveram suas habilidades de liderança e ainda em forma de roda de conversa descontraída tiveram interações

    com as palestrantes, Maria Pinto de Sá – Presidente da Casa do Artista que deixou um recado importante ao público feminino em geral, “as mulheres têm de ter atitude, têm de ter coragem. As mulheres não se podem colocar na posição de coitadinha de mim, eu sou vítima desta situação ou daquela. As coisas não caem do céu, as pessoas tem de lutar por aquilo de que gosta, por aquilo que querem, e por aquilo que acreditam. Portanto, esta é de uma forma geral a atitude mais importante a ser tomada, ou seja, a pessoa tem de se impor não só pela atitude que tem, mas também pelo seu trabalho, e pelo seu valor, eu penso que isso é fundamental.”. Também esteve como palestrante a Professora Ana Piedade Arlindo Monteiro, que falou em torno das dificuldades da liderança no feminino, “nós estamos a falar de poder, e sabemos que poder traz consigo muitos problemas. Independentemente de seres mulher ou homem, quando alguém tem poder as pessoas sempre olham e perguntam: porque não eu? E surgem sempre conflitos, tu tens de ter a capacidade de dizer olha, tudo bem, é um conflito mas tenho de superar, tenho de seguir em frente, porque o que tem de nos motivar não é o conflito em si, mas aquilo que a pessoa tem a fazer, que é o trabalho. Se eu tenho de realizar uma actividade, não posso permitir que alguém me coloque obstáculos. O importante é eu criar estratégias para paulatinamente ir ultrapassando tais obstáculos.” Mensagens deste tipo foram partilhadas em jeito de conversa não só pelas duas mulheres referidas, como também entre outras palestrantes de alto gabarito la presentes. De salientar que o evento contou com mais de 30 mulheres na sua maioria funcionárias e visionárias que puderam inspirar-se com as histórias partilhadas como recomendou a organizadora, “inspirem-se nas histórias dessas mulheres e pensem em questões como persistência, muita dedicação, trabalho árduo e acima de tudo honestidade, que são componentes chave para o sucesso, e ter atitude proactiva perante a vida”. No final ficou o aprendizado do evento como afirmou a participante Elvira Amaral Pascoal, “a mulher tem de ter força. Nós as mulheres somos fortes e temos de ter atitude, isso foi o que aprendi aqui”. Por:EquipeBeiraConnect

    Publicado originalmente na edição Negócios no Chiveve – Maio 2018. Consultar a revista completa em PDF.

  • O líder empreendedor

    O líder empreendedor

    O LÍDER EMPREENDEDOR Ser líder hoje é desafiador, devido à exigências da própria dinâmica do mercado em constante mutação. Todo o empreendedor deve ser líder, e vice-versa; embora sejam conceitos distintos, não há como dissociá-los. Em Moçambique o conceito de empreendedorismo começou a ser difundido a partir da década de 1990, e isso porque durante muito tempo numa economia planificada, onde fazer negócios era proibido e quem o fazia era taxado de candongueiro, por tanto todas as iniciativas eram inibidas devido ao sistema que vigorava na época. Pode-se perceber logo que muitos líderes e empresários têm a herança ou herdam esse modusvivendide fazer negócios, ou seja, empreendedores sem liderança e líderes empresários sem noção de empreendedorismo. Não há como não ponderar a organização do Moçambique de amanha sem pensar em líder empreendedor. Desta forma questiona-se: como é que os líderes promovem o espírito empreendedor nas organizações em Moçambique? É preciso incorporar o espirito empreendedor, ou seja, os líderes moçambicanos devem criar uma cultura organizacional que promova essa lógica das organizações, que necessitam de pessoas capazes de as conduzir, de resolver os problemas, de gerar novas ideias e caminhos, de criar novos produtos e serviços, de procurar novos meios de satisfazer os clientes, e, sobretudo, de as tornar competitivas frente aos concorrentes. Por outras palavras, as organizações procuram pessoas com espírito empreendedor. Não arriscar já é arriscar, assim como não decidir já é uma decisão. Quem lidera tem de saber despertar empreendedorismo na sua equipa. LIDERANÇA S

    O empreendedor, em essência, é a pessoa que tem a capacidade de idealizar e realizar sonhos e coisas novas. O líder empreendedor é aquele que tem capacidade de influenciar os seus liderados, de modo a que idealizem e realizem coisas novas dentro da organização, criando um ambiente de incentivo a criatividade e inovação. Com isso, é necessário criar políticas de apoio ás novas ideias dos colaboradores, estimular ainda mais as acções empreendedoras e a qualificação, criando assim um ambiente mais favorável e que os empreendedores e colaboradores possam ter condições de aperfeiçoamento contínuo dos seus saberes. É importante criar mecanismos, que os colaboradores não vejam a empresa como um “emprego” mas tenham um perfil de dono de um negócio. A postura do dono do negócio é a chave para o sucesso de qualquer empresa. O líder empreendedor cria uma organização como um meio para oferecer algo novo para os clientes, fornecedores, funcionários, estado, sociedade ou publico de interesse. É importante realçar a diferença que existe entre a noção de empreendedor e administrador, que muitas vezes se confundem pois normalmente andam juntas. O empreendedor envolve introdução de mudanças na produção, enquanto o administrador envolve coordenação do processo de produção. O que se pretende nas organizações modernas é aliar o espírito empreendedor ao espírito de equipa, e é na integração que se obtém o quadro necessário para conduzir as organizações para a competitividade. Enfim, pode-se concluir que a palavra “estratégia” define bem o empreendedor e para definir bem o administrador seria “planeamento e controle”. Muitas vezes confunde-se a figura do líder e do empreendedor e é difícil dissociá-los. Mas as qualidades que cada um tem complementam-se, e o ideal é cultivá-la em conjunto. Portanto, entende-se que o empreendedor faz, enquanto o líder influencia os liderados. Isto quer dizer que o empreendedor age sobre assuntos e sobre outras pessoas envolvidas nos negócios, e o líder influencia os outros. O estudo do empreendedorismo e da formação de empreendedores potenciais em Moçambique é parte essencial para fortalecimento e bem-estar económico do país. A busca pelo líder empreendedor deve ser um dos focos dos planos curriculares em Moçambique. Desta forma, pode-se concluir que para se ser um líder de sucesso é necessário ser empreendedor, pois não basta somente liderar, deve-se também saber empreender, inovando e arriscando de modo calculado, analisando os riscos decorrentes desta nova forma de liderar e fazer negócios. Você sente que é um bom líder ou bom empreendedor? Com que papel se identifica mais? É necessário criar políticas de apoio ás ideias dos colaboradores e estimular o seu empreendedorismo. Por:AlexandreMuchanga Professor na Universidade Católica de MoçambiqueFaculdade de Economia e Gestão das cadeiras de Gestão Estratégica, Marketing Estratégico de Serviços e Empreendedorismo

    Publicado originalmente na edição Negócios no Chiveve – Maio 2018. Consultar a revista completa em PDF.

  • A mulher na rede de negócios: 13 conselhos para empreender

    A mulher na rede de negócios: 13 conselhos para empreender

    A MULHER NA REDE DE NEGÓCIOS: 13 conselhos para se tornar uma mulher empreendedora. A inserção da mulher no mundo dos negócios tem sido mais frequente nos dias de hoje. O processo de empoderamento da mulher está cada vez mais forte, pois é notável o aumento de mulheres na liderança e produção de ideias inovadoras na sociedade. Então, como fazer parte dessa rede de mulheres que têm mudado a perspectiva do modelo da mulher no mundo? Este artigo traz para si alguns conselhos para tornar-se uma mulher de negócios: Artigo de Opinião Aniza Faquira “Besogoodthey can’tignore you” -SteveMartin

    1. Encontre sua paixão Escolha sempre uma área que ame e que lhe motive de várias formas; deste modo, terá sempre motivos para melhorar e investir no seu negócio e também um propósito para alavancar a sua ideia. Não force paixão por uma certa área porque o caminho para o sucesso tem altos e baixos e vai precisar de toda motivação e garra possíveis para alcançar suas metas. 2. Aprenda a lidar com críticas As críticas ajudam-nos a crescer, não importa em que tom nem de quem se receba a crítica, devemos sempre saber ouvir e enquadra-la da melhor forma possível como um degrau para o sucesso. Porém, saiba distinguir as críticas construtivas das destrutivas para lidar com as mesmas da melhor maneira; aprenda a gerir seus sentimentos em torno disso. Não permita que uma crítica lhe leve a uma depressão, pelo contrário, use-a para melhorar o seu desempenho e atingir suas metas com mais determinação. 3. Vista identidade “MULHER” Ame ser mulher, desfrute do facto de ser uma mulher e nunca se incomode por isso. Por exemplo, a mulher é por natureza um ser que executa múltiplas tarefas ao mesmo tempo, e muitas vezes são mais comunicativas que os homens, daí torna-se possível a partir dessas particularidades se destacar na área de negócios. Lembre-se de que o facto de desfrutar da sua condição de ser mulher não significa que deva competir com os homens, eles também têm suas particularidades e não os deve ter como adversários. Pelo contrário, busque as experiências dos homens e aprenda com elas. 4. Organize-se Seja organizada e tenha sempre tudo preparado. Estipule planos a curto, médio e longo prazo e faça os possíveis de terminar uma tarefa antes de começar a outra. Faça revisões dos seus planos e desenhe metas reais que possam ser alcançadas. Organize a sua marca e os seus objectivos (O que faz, para quem faz e porquê faz). 5. Trabalhe duro O sucesso vem a partir do trabalho. Na rede de negócios o empenho é seu maior aliado, principalmente se realmente quiser atingir o sucesso. Arregace as mangas, e ponha a mão na massa, vá atrás, corra, pergunte, peça opiniões, e investigue. Faça os possíveis para que a sua meta seja atingida e melhore sempre que puder.

    6. Forme-se e informe-se (“Be so good they can’t ignore you” Steve Martin) Invista na sua área procurando por formações e capacitações que a adicionem habilidades e conhecimento na sua área de actuação. Leia, pesquise e veja como os outros fazem o mesmo trabalho, e outra vez, informe-se; esteja actualizada sobre as novidades do seu ramo, da política, sociedade, cultura geral, etc., pois a informação é a base para a comunicação. Lembre-se de que nem sempre estará redeada por pessoas da sua área, e manter a conversa activa é muito importante para a sua imagem e interacção. 7. Desenvolva e aprecie o seu próprio estilo Cada mulher tem uma particularidade e personalidade. Abrace o seu estilo, e adapte a comunicação, a liderança e o negócio de acordo com o seu ritmo. Não viva de aparências seja autêntica. A sua marca é o reflexo de si mesma. 8. Faça networking Partilhe ideias, escute as outras pessoas e troque experiências. Isso melhorará bastante a sua visão de negócios e poderá expandir a sua rede e ainda traze-la novas ideias. Lembre-se de que o mundo de negócios é dinâmico. 9. Equilibre o seu trabalho e sua familia Tem filhos, esposo, pais, ou alguém que precisa de seus cuidados? Organize tudo e faça com que suas tarefas domésticas estejam sob controlo na sua ausência. Isso lhe trará tranquilidade e concentração durante o trabalho, evitando interrupções desnecessárias. 10. Limites Atenção aos limites; não permita que ninguém além de você mesma imponha seus limites. Apenas você conhece o seu potencial e pode avaliar se um risco vale a pena ou não. Mas tenha a humildade de aceitar o que não é da sua competência. Apesar de saber que pode aprender, assuma que naquele momento não está capacitada para determinada tarefa. Não é obrigada a dizer sim a tudo. 11. Respeito, Honestidade e Humildade Respeito é a base da convivência. “Respeite para ser respeitado”, não use este termo apenas quando precisa de fazer valer a sua palavra ou ganhar uma discussão, entenda o verdadeiro sentido do Respeito. Trate a todos com o mesmo nível de respeito independente da sua classe social, económica ou política. Seja humilde e honesta. A honestidade inspira confiança e a humildade engrandece-nos. Elimine atitudes arrogantes, pois estas eliminam o brilho do seu trabalho.

    12. Nem sempre o foco principal é dinheiro Na área de negócios, a finalidade é ganhar dinheiro. Mas foque-se sempre na necessidade das pessoas, no que pode oferecer para melhorar ou contribuir para o bem-estar do seu público-alvo. Não limite-se apenas em vender. Faça sempre os possíveis para solucionar um problema ou deficiência da sociedade. 13. Confie em si Tenha confiança no seu potencial. Persista sempre, independentemente do obstáculo que esteja a sua frente. Tenha em mente que tudo é possível. Antes de pensar em lamentar sobre um problema, pense em formas de o resolver. Uma mulher empreendedora cria soluções. Aprenda, Empreenda, inove, crie, e plante. Seja uma mulher com uma voz activa na sociedade em que vive. Só assim poderá melhorar o país e o ambiente que a rodeia. Por:AnizaFaquira David Sharpe Mãe, Esposa, desenvolvedora de sistemas (programadora) e amante de tecnologias, uma mulher que gosta de aprender, ensinar e criar soluções reais para os jovens e o enquadramento da mulher no mercado de trabalho.

    Publicado originalmente na edição Negócios no Chiveve – Março 2018. Consultar a revista completa em PDF.

  • Empoderamento económico feminino com Maria Pinto de Sá

    Empoderamento económico feminino com Maria Pinto de Sá

    EMPODERAMENTO Com Maria Pinto de Sá Presidente da Casa do Artista D E S T A Q U E ECONÓMICO FEMININO NACIDADEDABEIRA

    A história não foi muito amiga das mulheres. E hoje, sabemos lidar com a inteligência no feminino e racionalmente lutar para desenvolvêla e coloca-la em acção histórica? Votamos tantas leis que as protegem, como professoras são responsáveis pela educação de crianças e adolescentes, têm direitos e deveres, têm liberdade de decidir a sua sorte, traçar o seu caminho, e o mercado está cada vez mais aberto e globalizado. Para entender essa mudança do mercado o Beira Connect teve o prazer de conversar com a Maria Pinto de Sá, presidente da Casa do Artista, uma associação cultural sem fins lucrativos, e um bem pertencente a sociedade civil no geral, independentemente dos membros fundadores que a constituem ao mais alto nível organizacional. Aos 16 anos já fazia parte de um importante grupo de teatro na então cidade de Lourenço Marquês (actual Maputo), o teatro de amadores de Lourenço Marquês, e aos 23 anos consegui o meu primeiro emprego como jornalista numa revista que era contra o regime colonial e que teve um importante papel para a libertação de Moçambique. Mais tarde em 1977, trabalhei por 1 ano na Universidade Eduardo Mondlane (UEM), onde estava a frente da biblioteca dos centros de estudos africanos e duma série de sectores que trabalhavam para, ou estavam ligados à universidade, portanto, era o centro de documentação da universidade. Naquele ano havia muita falta de professoras, pelo que pediram-me para dar aulas e assim o fiz, estive a dar aulas de português e de desenho na Josina Machel. Mesmo na Josina Machel eu era responsável pelo departamento de Cultura na direcção, portanto, continuei ligada à cultura. Também trabalhei na TVM em programas culturais; nessa altura trabalhei com Mia Couto num programa humorístico chamado “Tele Rir”, onde ele escrevia os textos e eu como actriz os interpretava. Foi um trabalho muito interessante, criticávamos com muito humor e muita brincadeira os erros que nós mesmos cometíamos em televisão. Acredito que a mensagem chega com mais leveza quando transmitida com humor, pois não há zangas, não há mal entendidos; através do humor pode se transmitir mensagens muito directas sem que as pessoas visadas sintam-se ofendidas. Daí que usamos este meio para levar a cabo críticas sociais. Contudo, nunca deixei o teatro, paralelamente a essas actividades continuava com o teatro. “Sou uma mulher que desde miúda os pais incentivaram a gostar da arte e a preocupar-se com problemas e questões culturais.

    Também trabalhei num grupo fundador de uma associação cultural que teve uma grande importância a nível cultural em Maputo, o grupo “Txova-Xitaduma”, que significa empurre que pega traduzido para o português (a ver se o retro pega), e realmente pegou. Também apresentei muitas peças, ganhei prémios, e era tão super-activa que quando houve uma onda de rescisões no grupo, eu fiquei na liderança de um dos grupos. Por iniciativa própria, também criei grupos de teatro a nível das empresas e escolas, foi uma coisa muito interessante trabalhar começando do zero. Mais interessante foi ver um grupo de trabalhadores que depois do seu trabalho, da sua jornada laboral, queriam lá (no trabalho) permanecer porque queriam apresentar uma peça teatral. Hoje em dia é muito difícil! Acredito que hoje, também não conseguiria começar do zero. Não obstante, foi muito gratificante, guardo muito boas memórias daqueles tempos. Mais tarde a rádio Moçambique pediu-me para dirigir o sector de teatro e literatura, foi então que deixei a educação e fui continuar com o meu trabalho, sempre ligado à cultura, onde estive por muitos anos até 1990, o ano em que vim para a cidade da Beira. Então tenho toda uma vida nisso, ou seja, tenho o privilégio de poder fazer aquilo de que gosto. Hoje olhando para a questão do empoderamento feminino em Moçambique, penso que duma forma geral, a nível do governo tem-se dado uma grande importância a mulher. Podemos ver o número de ministras e vice-ministras que este governo tem, não é! A nível de empresas também, mesmo cá na Beira não há nenhuma barreira em contratar mulheres. Acho é que se uma mulher tem a mesma competência que um homem, é evidente que a mulher está igualmente qualificada para exercer determinada actividade. Por uma razão histórica durante muito tempo a mulher não teve acesso ao ensino. Ainda hoje, em sociedades tradicionais a mulher é vista como um ser inferior. Portanto, penso que se os dois (o homem e a mulher) tiverem a mesma competência, o mesmo valor se deve dar a mulher. Ela tem de se impor pelas suas qualidades.

    Tem de se impor pelo seu valor; não tem de andar por ai a pedir favores a ninguém, essa é a forma para dar visibilidade ao seu crescimento. Pelo menos dentro da minha associação é bem-vinda qualquer pessoa que tenha competência. Porque eu não gosto muito, <não gosto mesmo> do Feminismo. Lá porque é mulher que gera um filho, porque é mulher que aguenta com isto e aquilo…, é o máximo?! E quanto ao homem? Eu não gosto desse tipo de descriminação, <porque no fundo isso acaba por ser uma descriminação.> Agora, fico muito feliz em ver que há jovens mulheres com capacidades, e são bem-vindas aqui na casa do artista pelas competências que têm. Até porque trabalho muito com mulheres, mas mulheres competentes. E também trabalhamos com projectos e parcerias. E é muito interessante porque por exemplo, dentre as parcerias temos algumas associações que têm a mulher na frente e neste momento estou a trabalhar num projecto com o MASC, uma fundação que tem a ver com cidadania, e lá estou a trabalhar com 4 mulheres. Somos apenas mulheres, e isso dá um prazer muito grande. Todavia, não há aqui nenhum pacote especial para mulheres ou para homens mas sim para os que mostram competência e capacidades, só para vermos, somos 10 sócios fundadores, e a maioria são homens, no total de 10 somos apenas 3 mulheres, e ninguém foi escolhido, associou-se quem quis. Não temos aqui trabalhadores, são sócios fundadores que até muitos deles nem cá aparecem porque não estão na Beira, como por exemplo o próprio ministro da cultura que é sócio fundador desta associação mas não está cá, e outros sócios que têm outras tarefas para além da casa do artista. Então acho que de uma maneira geral a mulher tem muita capacidade para gerir, o que ajuda no seu crescimento no mundo dos negócios e no seu empoderamento. E também temos o grande aliado que é o mercado local que abre espaço para mulheres. Porque se formos analisar, o grande problema não está nas empresas, não está no governo, não está no criar alguma barreira na mulher, o grande problema está na cabeça de alguns homens que em sua casa tratam mal as mulheres, no emprego tentam o assédio porque a sociedade, e não só a sociedade moçambicana, não só a africana, mas toda a sociedade especialmente a dos países latinos, o homem é o macho, é o “super-macho”! Isso é que temos de combater impondo-nos com vigor. Claro que é muito difícil ultrapassar isto, porque se a mulher está por exemplo economicamente dependente do homem como é que ela se pode impor? Vai gritar com o homem? Se o fizer vai sair de casa e não terá meios de sobrevivência. Vai viver mal, ou vai ter de arranjar uma alternativa terrível para conseguir sobreviver. Portanto, o conselho que eu dou sempre, é de que estudem. Embora, muitas vezes quando se dá conselhos aos jovens nunca ouvem. Eu também já fui jovem e não ouvia. Mas sem dúvidas, quem tem o privilegio de poder estudar, especialmente as mulheres que tiverem essa oportunidade, agarrem com unhas e dentes porque só assim é que podem ultrapassar os maus tratos dos homens e terem

    possibilidades de se manterem economicamente e se autossustentarem Existem muitas dificuldades para se engrenar no mundo dos negócios no nosso país. Porém, a grande dificuldade em abrir um negócio não tem a ver com o ser homem ou ser mulher, tem a ver com burocracia. A quantidade de papéis absurdos que são exigidos, despachados sem sequer terem sido lidos, <disso eu sei>, casos concretos aconteceram comigo. Essa é que é a grande questão. Agora, eu não concordo quando diz que a mulher não tem a mesma capacidade que o homem tem para abrir negócios, ela tem. Vou dar um exemplo concreto, eu tinha a minha melhor amiga que infelizmente já não faz parte deste mundo, ela era uma pessoa incrível que tinha uma capacidade de fazer dinheiro, uma capacidade incrível digo, lembro-me de que uma vez ela disse que queria ganhar dinheiro, queria ser rica! E ao fim de 3 meses estava a facturar 80 mil dólares por mês. Ela do nada criou uma empresa e era representante de pilhas Duracell e do produto gilete em Maputo, ela facturava 80 mil dólares por mês. Bom, a riqueza nem sempre traz felicidade, infelizmente ela morreu por suicídio. Isto para dizer que não é por ser homem ou mulher. Há pessoas que tem esse fim de fazer dinheiro, eu por exemplo não sei se tenho esse dom, nunca me meti num negócio para ganhar dinheiro. Eu não sou menina grande amante de dinheiro, não sou uma lutadora nessa área, sou uma empreendedora em fazer coisas de que gosto. Eu não paro. Vivo a cultura!. As pessoas questionaram a minha vontade e sonho de reconstituir as ruínas da casa do artista, mas eu disse eu quero, eu tenho fé e vou conseguir, eis que consegui. Claro que temos sempre um degrau por subir, nunca cruzo os braços. O que quero agora é conseguir mais espaço por cá (Beira), preciso de espaço físico para dar aulas na área de artes plásticas e da dança, e vou conseguir. Isso é o que eu acho que é ser empreendedor, não só a nível de ganhar dinheiro. Ver o ecossistema empresarial local daqui a 5 anos é difícil porque depende de muita coisa, não é! Depende da situação política, e nós não sabemos o que o dia de amanhã nos guarda. Eleições, qualquer partido pode perder ou ganhar e tudo isto pode mudar completamente o destino do país. Então é muito difícil, em 5 anos muita coisa pode acontecer. Isso tudo condiciona a questão económica. Todavia, acredito que daqui a 5 anos estaremos mais desenvolvidos economicamente do que estamos hoje, e espero bem que sim.

    Para finalizar deixo aqui conselhos para as mulheres que pretendem empreender, o primeiro ponto para mim é a honestidade, eu tenho muito orgulho em dizer que nesta associação onde estamos, a casa do artista, que consegui porque nunca na minha vida desviei 1 centavo que fosse para outros fins, isso dá-nos credibilidade. Antes de tudo eu detesto pedir, e disso gostam em mim! A política não dá mão estendida não. Outro Conselho é termos uma folha absolutamente branca sem nada que manche o nosso nome em relação a corrupções ou negócios obscuros. Nisso eu tenho muito orgulho, não tenho, e nunca fiz nada de desonesto em relação ao dinheiro que me pudesse arrepender. Esta reabilitação da casa do artista custou 1 milhão de dólares e não falta 1 centavo sequer neste dinheiro. Tenho tudo registado, tudo limpo. Isto é o que aconselho, não entrem em negócios obscuros. Sejam rigorosamente honestas consigo mesmas e com os outros. Assim foi a conversa sobre o empoderamento feminino com a experiente e inspiradora Maria Pinto de Sá. E ficou o essencial, hoje faz-se necessária a competência, e competência competitiva, para navegar em um universo globalizado e aberto que hoje vivemos. Competência competitiva para ser auto sustentável, independentemente do nosso género ou de quanto recebemos de salário. Só assim teremos a condição sine qua non (sem a qual não) para ganhar independência económica, para viver em segurança e em liberdade. Ora, na antiguidade as mulheres eram tidas como infantis, hoje não há espaço para isso, e tampouco os homens estão dispostos a sustentar as “mulheres modernas”. Elas não precisam pedir, porque podem construir a sua grandeza feminina. Por:EquipeBeiraConnect

    Publicado originalmente na edição Negócios no Chiveve – Março 2018. Consultar a revista completa em PDF.

  • Delfina Nogueira: trabalho, responsabilidade e humildade

    Delfina Nogueira: trabalho, responsabilidade e humildade

    EMPREENDEDORA DO MÊS Neste mês dedicado à mulher, nada melhor do que falarmos de negócios com mulheres que entendem de negócios. Desta feita, a nossa equipe teve uma conversa com uma empreendedora e fundadora da Escola Primária Palmo e Meio, onde nos conta sobre a força da mulher empreendedora. Acompanhe a entrevista abaixo e descubra o que ela tem a partilhar. BC [Beira Connect]: Qual é o seu nome e o que faz? R [Resposta]: Chamo-me Delfina Nogueira, Beirense, filha duma “Sofalence” e dum Zambeziano, formada em ensino de História pela Universidade Pedagógica, actualmente exerço as funções de directora da Escola Primária Palmo e Meio. BC: A quanto tempo actua no ramo da educação? R: Comecei com a educação pré-escolar a 5 anos, e neste ano (2018) introduzi o ensino primário (1ª – 5ª classe). BC: O que a motivou a abraçar essa área? R: Primeiro porque sou professora de profissão e gosto de crianças, e segundo porque ao longo da minha carreira profissional fui experimentando varias áreas como a administração, a logística, as finanças e também trabalhei para um centro de formação profissional onde geria um centro de formação que tinha 12 departamentos de ensino (construção civil, mecânica, serrilharia, corte e costura, educação de infância, culinária etc..). Então, depois disso senti-me com capacidades de abrir a minha própria empresa fazendo aquilo que realmente gosto, educar e lidar com crianças.

    BC: Sendo formada em história, sente que esta formação ajuda-lhe no trabalho que faz? R: Sim, porque a história abre a nossa mente. Com a história temos a capacidade de conhecer o mundo, não estando presente em todos locais, acontecimentos ou tempo, mas sim através dos livros; de uma certa maneira, a formação em História ajudou-me a encarar a minha iniciativa com optimismo. BC: Conte-nos como é que tem sido o seu dia-a-dia como empreendedora? R: Bom, o meu dia-a-dia tem sido normal como qualquer empreendedora. Tenho dificuldades, mas o meu lema é persistir, insistir e nunca desistir. BC: Quais são as principais dificuldades que tem enfrentado nesse trabalho e também na vida social? R: As dificuldades são várias mas eu adoptei uma gestão ou liderança participativa, ou seja, não sou chefe mas sim líder. Partilho os problemas com os meus colaboradores, daí que fica mais leve gerir a empresa pois todos participam naquilo que são os problemas e naquilo que são as alegrias. Então, tenho problemas como qualquer mulher tem na gestão de uma empresa, mas eu sinto que os meus problemas por serem compartilhados pela minha equipe acabam tornando-se suaves. BC: Sente que os seus colaboradores gostam de si? Se sim, qual é o segredo? R: Sinto que sim, gostam, sou a “mom” deles. O segredo? Na verdade o segredo para ser gestora é sem dúvida muito trabalho, tem de se trabalhar muito, tem de se ter muita responsabilidade, muita honestidade e acima de tudo muita simplicidade e humildade.

    BC: Sendo empreendedora, como tem sido a sua convivência na sociedade e na família? R: Não mudou nada. Eu sou aquela simples menina que se transformou hoje em senhora, igualmente simples; continuo a mesma, nada mudou; alias o que mudou são apenas as responsabilidades, e a minha família encara esse meu lado com muito carinho, pois alguns elementos da minha família também empreendem, os meus irmãos por exemplo, embora em áreas diferentes. Então é um bocadinho facilitado porque quando estamos juntos a conversa é sobre como gerir, como inovar, etc. partilhamos as tristezas e as alegrias dos nossos negócios. BC: É dona da Escola Primária Palmo e Meio e lida com crianças todos os dias! Conte-nos essa experiência. R: Não é fácil, é um trabalho de muita responsabilidade. Mas porque conto com o apoio de profissionais de qualidade não tem sido muito complicado, também porque gosto de crianças o trabalho torna-se facilitado. BC: O que torna a Escola Primária Palmo e Meio diferente das outras? R: Bom, não posso dizer que sou melhor que as outras donas de escolas, mas eu pauto por uma prestação de serviços de qualidade e diferenciados na área pedagógica, incutindo valores humanos universais (respeito, honestidade, tolerância, responsabilidade etc.), motivada também pelo facto de a sociedade dar primazia aos aspectos técnicos em detrimento da ética (valores). A nossa sociedade tem grandes Engenheiros, muitos Doutores e Mestres com dificuldades de “saber ser e estar”; esta situação entristece-me, penso que a diferença está ai. A Escola pretende também formar a criança para a vida, torcendo o pepino o quanto cedo. BC: Está satisfeita com o estado actual do envolvimento da mulher no mundo dos negócios? Sim/Não, porquê? R: Sim. Olhando para a cidade da Beira nós temos muitas mulheres a empreender e a nível nacional também, portanto estou satisfeita. Além do mais, não comungo com a ideia de que a mulher não tem capacidade, porque não há diferença entre homens e mulheres na gestão de uma empresa, temos todos a mesma capacidade, alias, está comprovado que quanto mais mulheres tivermos na gestão de uma determinada empresa, mais eficiente, mais eficaz é tal empresa. Porque a mulher tem uma visão geral aliada a sensibilidade, ela é capaz de pensar como uma atitude dela dentro da empresa pode afetar a parte social da própria empresa e consequentemente o ambiente geral. Ela está naturalmente treinada para isto. Ela também tem uma capacidade muito grande de realizar várias tarefas ao mesmo tempo, ser multifacetada. Estas características são um diferencial para o sucesso feminino. Então, estamos num bom caminho! BC: Qual é a chave do sucesso para si? R: Trabalho, muito trabalho, aliado à responsabilidade e humildade.

    BC: Suas metas daqui a 5 anos? R: Daqui a 5 anos a minha meta é de que a escola seja reconhecida a nível da província como uma escola que pauta por serviços de qualidade e que seja capaz de resgatar alguns, (pelo menos alguns) valores perdidos, obviamente às crianças que passarem pelo Palmo e Meio, então quero deixar esse legado, de ter sido a escola que resgatou valores perdidos e ter contribuído para o desenvolvimento cognitivo das nossas crianças. BC: Conselhos para mulheres que pretendem entrar no mundo dos negócios. R: Nunca desistam dos seus sonhos. Não é necessário ter um capital volumoso para começar um negócio, pode começar com o pouco que tiver, mas nunca deve perder o foco, insista, que um dia chega lá. Porque é possível sim, é só mais uma “tarefa” que você deve colocar na sua agenda, sabemos que você dá conta. Mulheres sempre arranjam tempo e dão jeito para tudo, não é? Tem muito espaço em Moçambique para empreender e a hora é agora. Com a força e determinação da mulher, ninguém nos segura [Risos]. Para finalizar, aproveito desejar a toda mulher moçambicana festas felizes. Assim foi a nossa conversa com a empreendedora do mês Delfina Nogueira, desejamos-lhe sucessos nessa jornada e que torne a os seus sonhos em realidade e legado. Porque Ser empreendedora não é ser gigante. Ser empreendedora é realizar o seu sonho – não importa o tamanho dele. Por:EquipeBeiraConnect

    Publicado originalmente na edição Negócios no Chiveve – Março 2018. Consultar a revista completa em PDF.

  • Reunião monitora a agenda estratégica do sector privado em Sofala

    Reunião monitora a agenda estratégica do sector privado em Sofala

    Decorreu no dia 20 de Março a Reunião de Monitoria Provincial Estratégica do Sector Privado na cidade da Beira, um evento que teve lugar no Beira Terrace Hotel e contou com a presença da Governadora da Província de Sofala, Maria Helena Taipo, do presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), Agostinho Vuma, da Diretora da USAID Moçambique, Jennifer Adams, do presidente da Associação Comercial da Beira (ACB), Jorge Fernandes, do Conselho Empresarial Provincial (CEP), de empresários, entre outras individualidades. Onde se ficou a saber das negociações que decorrem para o financiamento de agro-negócios e da disponibilização de 50.000USD (Cinquenta mil dólares americanos) por parte da USAID no âmbito de uma parceria com a CTA, que tem como objectivo fortalecer o movimento associativo e descentralização do diálogo público-privado. Sendo que 30.000USD (Trinta mil dólares americanos) foram destinados à ACB e 20.000USD (Vinte mil dólares) ao CEP. Salienta Agostinho Vuma, “uma das prioridades estratégicas do sector privado em Moçambique passa por promover a agricultura comercial com vista a aumentar a produção e produtividade, permitindo que os produtos tenham mercado, servindo como incentivo para maior produção.” Onde citou como exemplo o projeto MozGrow, concebido pela Fundação SOICO e que tem como parceiros a própria CTA e os bancos BCI e BNI. REUNIÃO DE MONITORIA DA AGENDA PROVINCIAL ESTRATÉGICA DO SECTOR PRIVADO

    da economia local. "Temos de ser determinantes para alcançarmos resultados palpáveis, falo da superação da actual situação de crise que exige esforços conjugados do sector público-privado, que por sinal é constituído por nós aqui presentes", disse Maria Helena Taipo, Governadora da Província de Sofala. Ademais, avançou que o balanço do desempenho económico do Governo de Sofala é bastante animador, tendo em conta que consolida a posição de Sofala como uma das províncias que mais contribui para as receitas do estado, pontificando-se desta feita na terceira posição; onde as exportações tiveram um crescimento de pouco mais de um terço (1/3), ao atingir uma cifra de cerca de 676,69 milhões, de um plano de 520,59 milhões. "A actividade económica mostra sinais de retoma; a característica logística da nossa província no xadrez económico da África Austral tem estado a dar sinais de robustez expectável, para além de outras variáveis que consubstanciam um desempenho económico positivo ", acrescentou Taipo. Lembrar que a Reunião de Monitoria da Agenda Provincial Estratégica do Sector Privado acontece numa altura em que o Governo, junto ao sector privado, está engajado na criação de melhores condições para que o ambiente de negócios flua da melhor forma, de modo que tenhamos um ecossistema empresarial mais sólido e uma economia local satisfatória. A Governadora da Província de Sofala, Maria Helena Taipo, reiterou o compromisso do Governo em, de tudo fazer pelo sector privado, visando resolver os mais elementares problemas que afetam o empresariado, e instou a todos organismos deste setor, especialmente a CTA, CEP, ACB e os parceiros de cooperação, a continuarem a atrair investimentos para a Província, de modo a garantir o crescimento Por:EquipeBeiraConnect

    Publicado originalmente na edição Negócios no Chiveve – Março 2018. Consultar a revista completa em PDF.

  • Elas na Cidade FM dá voz ao trabalho feminino na Beira

    Elas na Cidade FM dá voz ao trabalho feminino na Beira

    O PROGRAMA “ELAS NA CIDADE FM” DA RÁDIO CIDADE BEIRA VEM FAZENDO DIFERENÇA NA DIVULGAÇÃO DO TRABALHO FEMININO NA CIDADE DA BEIRA. O Programa “Elas na Cidade FM” é um programa que trata de assuntos ligados a mulher na sua plenitude. Desde os problemas actuais e tradicionais que envolvem a mulher, ao mundo feminino dos negócios. Sabe-se que nos últimos anos, uma das grandes preocupações a nível nacional e internacional, é sem dúvidas emancipar a mulher de tal maneira que ela tenha espaço na sociedade e esteja livre da submissão que vem sofrendo no seio da família, no trabalho, nos negócios, e demais domínios.

    Por:EquipeBeiraConnect Neste contexto são várias entidades que procuram dar espaço a mulher, de forma que esta tenha um lugar especial na sociedade e na vida das pessoas. A Rádio cidade Beira, olhando para esse cenário que envolve uma causa nobre e de âmbito mundial, através das locutoras Matilde Fina, Bibi Juelma e Vanessa dos Santos, decidiu trazer o programa “Elas na Cidade FM” com objectivo de trazer ao público os esforços da sociedade em torno do bem-estar da mulher, dando voz e oportunidade para que ela possa exprimir seus sentimentos, dando testemunho de experiências de vida e historias de sucesso, inspirando e motivando às outras mulheres a ganharem a emancipação, o empoderamento, e acima de tudo a terem um espaço na hierarquia dominante na sociedade. E porque a mulher é capaz, a mulher deve mudar a perspectiva que a sociedade tem sobre ela. Avante a mulher!

    Publicado originalmente na edição Negócios no Chiveve – Março 2018. Consultar a revista completa em PDF.

  • Primeira graduação do Business in a Box na cidade da Beira

    Primeira graduação do Business in a Box na cidade da Beira

    PRIMEIRA GRADUAÇÃO DO PROGRAMA BUSINESS IN A BOX NA CIDADE DA BEIRA O mês de Março é marcado pela primeira graduação do Programa Business in a Box na cidade da Beira. a sua primeira edição, o programa foi marcado pela graduação e entrega de egócios a 5 raparigas participantes pré-seleccionadas. No dia 08 de Março a equipe de mentoria da ideiaLab representada pela Adelina Nhanala, esteve em confraternização com as 5 participantes graduadas e distintos convidados no JD’ Sousa Business Center, num evento que culminou com a entrega de 5 negócios inovadores a estas raparigas vulneráveis residentes na cidade da Beira. O Business in a Box é um projecto inovador que veio contribuir para a promoção do autoemprego e para a redução da taxa de incidência do HIV/SIDA em raparigas dos 18 aos 24 anos de idade, provenientes de bairros vulneráveis da cidade da Beira e sem acesso a oportunidades de emprego. N

    Trata-se de uma iniciativa piloto promovida pela ideiaLab, financiada pelo PEPFAR Plano de Emergência do Presidente dos EUA para o Alívio do SIDA, no âmbito do projecto DREAMS Innovation Challenge, gerido pelo JSI Research & Training Institute, Inc. Durante o evento, as 5 raparigas empreendedoras interagiram com diversas personalidades, desde empresários, empreendedores, e sociedade civil, convidados a testemunharem aquela entrega honorável para o ecossistema empresarial local, visto que o Business in a Box tem como objectivo desenvolver modelos de negócio inovadores e implementá-los em regime de microfranquia. Para o efeito, numa primeira fase foi feita a capacitação de 50 raparigas em empreendedorismo e negócios. Para além da capacitação, as participantes seleccionadas tiveram acesso a um start-up kit, smartphones, capacitação técnica e business coaching para acompanhamento no desenvolvimento e implementação do negócio. Até o momento, o Business in a Box desenvolveu duas microfranquias denominadas “Linda” e “Sumoca”, que foram entregues às 5 raparigas seleccionadas naquele que foi o evento que marcou o 08 de Março, dia Internacional da mulher. Após esta conquista, estas vencedoras terão nos próximos meses um grande desafio, visto que têm a partir de já como principal objectivo, mobilizar, engajar-se, e comercializar os produtos fornecidos (o startup kit). Onde as raparigas da micro-franquia Linda cuidarão das unhas dos seus clientes e as da microfranquia Sumoca fabricarão o famoso sumo de cana em diversos sabores pelos arredores da cidade da Beira. Assim sendo, podemos assumir que no passado mês de Março o empreendedorismo beirense ganhou um canal valioso para gerar ainda mais visibilidade às iniciativas desenvolvidas por mulheres, promover negócios e incentivar cada vez mais mulheres a colocarem suas ideias em prática. “Porque o Business in a Box dá oportunidade a jovens mulheres de sonharem com um futuro melhor, acreditamos poder elevar conceitos de negócios de rua, gerar empregos condignos e melhorar a qualidade de vida da comunidade através de um apoio personalizado”. Disse Sara Fakir, Executive Catalyst da ideiaLab. Por:EquipeBeiraConnect

    Business inaBox Beira "OBusinessinaBoxdá oportunidadeajovensmulheresde sonharemcomumfuturomelhor…" SARAFAKIR, EXECUTIVE CATALYSTDAIDEIALAB

    Publicado originalmente na edição Negócios no Chiveve – Março 2018. Consultar a revista completa em PDF.

  • Mars Moz liga o Porto da Beira aos mercados da região

    Mars Moz liga o Porto da Beira aos mercados da região

    A Mars Moz Freight and Forward é uma empresa de frete, exportação e importação, com sede na cidade da Beira.

    A operação inclui manuseamento de carga, armazenagem, desembaraço e entrega no comércio internacional a partir dos portos de Maputo, Beira, Quelimane e Nacala. A rede serve destinos interiores como Malawi, Zâmbia, Zimbabwe, Botswana e República Democrática do Congo, além da carga doméstica.

    Perfil publicado originalmente na edição Negócios no Chiveve – Fevereiro 2018. Consultar a revista completa em PDF.