O QUE OS JOVENS DA CIDADE DA BEIRA PRECISAM DAS UNIVERSIDADES LOCAIS PARA FOMENTAR O EMPREENDEDORISMO ia incubadoras universitárias e experiências práticas obtidas em alguns cursos de licenciatura e mestrados, principalmente as faculdades ligadas aos cursos de economia e gestão, contabilidade, marketing e informática. Portanto, é facto que a implementação de ideias inovadoras dentro do meio académico está a ganhar mais destaque, embora ainda haja muito trabalho que se fazer no tocante ao empreendedorismo nas universidades a nível da cidade da Beira, especialmente pelo distanciamento que algumas Universidades tem praticado em relação ao mundo empresarial. Ora, numa altura em que o desemprego entre os jovens atingiu cerca de 35,6%, de acordo com dados da ONU, fornecer aos estudantes universitários plataformas para criarem ou melhorarem os seus negócios seria uma alternativa viável a problemática do desemprego. O facto de estas Universidades fecharem as portas a iniciativas que têm como objectivo estimular o empreendedorismo no meio académico e criar redes de negócios, entre grandes empresários, empreendedores e estudantes, deixa muitos jovens empreendedores sem entusiasmo para fomentar o empreendedorismo. Utilizar exemplos de empresas reais ou pedir a realização de estudo de caso aos estudantes pode ser um bom método de ensinar os princípios básicos do empreendedorismo aos universitários. Pois ao estudar o passado e o presente de uma determinada empresa, o estudante passa a conhecer não só a história de sucesso mas também as ocasionais dificuldades operacionais enfrentadas. N uma época em que as universidades têm apostado cada vez mais no empreendedorismo, desde programas dedicados apenas ao empreendedorismo, Artigo de opinião
Adicionalmente, o estudante passa a conhecer a forma de pensar de um gestor ao analisar situações empresariais, avaliar alternativas no processo de decisão, escolher uma solução e observar o progresso ao longo do tempo. Por isso, a maior parte das faculdades de economia e gestão pelo mundo firmam parcerias com grandes empresas. Infelizmente, o mesmo não se pode dizer das nossas universidades na cidade da Beira. Hipoteticamente, se nos dias de hoje as universidades fecham as portas para pequenas iniciativas, o fazem porque são apresentadas por empreendedores jovens e inexperientes. Com isso, só queremos sugerir às universidades locais em particular a Faculdade de Economia e Gestão (FEG) da Universidade Católica de Moçambique (UCM), que optem por programas que possam beneficiar tanto as empresas como as universidades: onde um empreendedor de sucesso e/ou fundador de uma Startup possa formar uma equipa de mentores e oradores para as universidades que solicitarem. Desta forma, é oferecida a visão do verdadeiro mundo do empreendedorismo e de negócios aos estudantes que queiram criar o seu próprio emprego. Apelar também que outros empresários do mundo dos negócios sejam convidados em conferências, socialtalks, roda de conversa académica, redes de negócios, e palestras sobre o empreendedorismo ou sobre a implementação de uma ideia inovadora no mercado, pois a medida pode também trazer bons resultados para os estudantes e fomentar mais o empreendedorismo. Um jovem com potencial e visão estratégica no negócio ou seja um empreendedor em série, sonhador e cheio de garra para vencer desafios. Um construtor de oportunidades (empregos) através do foco em solucionar os problemas da sociedade. Criativo e sempre com vontade de fazer diferente, empenhado e sem medo de arriscar. Por:DavidFranco
Publicado originalmente na edição Negócios no Chiveve – Maio 2018. Consultar a revista completa em PDF.

